Ministério de Publicações 88

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1888 a

HISTÓRIA

 Arthur N. Patrick, por exemplo, apresenta os seguintes eventos cruciais:

1831

Quando Guilherme Miller

iniciou a proclamação pública sobre a “proximidade do advento”

.

.

1844

O ponto de transição do milerismo para o que
se tornaria o movimento adventista sabatista

1863

.

quando foi estabelecida a estrutura
organizacional da
Igreja

.

1866

quando foi inaugurado o Instituto Ocidental da
Reforma de Saúde,

a primeira instituição aberta do adventismo

1888

A assembleia da Associação Geral,
realizada em Minneapolis, Minnesota

.

quando a IASD passou por um processo
de reorganização

.

1901

1907

com a apostasia de
John H. Kellogg

.

quando eruditos e líderes adventistas
discutiram a posição adventista diante da crise
modernista-fundamentalista

.

1919

1957

com a publicação do livro
Questions on Doctrine (Questões sobre Doutrina)

.

quando a IASD votou pela última vez seu conjunto de crenças fundamentais. Arthur N. Patrick, “Smith, Butler and Minneapolis: The Problems and Promise of Historical Inquiry”, p. 10-11.

.

1980

A presença de Ellen G. White no evento

       Ao descrever sua experiência na assembleia de Minneapolis, Ellen G. White declarou que “foi pela fé” que ela se aventurou a cruzar as montanhas rochosas para participar da reunião. 

Ellen G. White, manuscrito 24, 1888.

Naquela época, com 60 anos de idade, tomada pelo desânimo, ela havia experimentado uma enfermidade nervosa em seu lar.

Ao relatar seu estado, ela disse:

       Eu não sentia nenhum desejo de recuperar-me. […] Não tinha forças nem sequer para orar, nem qualquer desejo de viver. Descansar, só descansar, era meu desejo; estar em silêncio e descansar. Ao encontrar-me por duas semanas vítima de uma prostração nervosa, havia esperado que nenhuma graça do Céu viria em meu favor.Quando chegou a crise, a impressão era que eu morreria. Esse era o meu pensamento. Mas essa não era a vontade de meu Pai celestial. Meu trabalho ainda não havia terminado.

Ellen G. White, manuscrito 2, 1888.

       Sentada e pensativa, ela recordou-se dos votos solenes que havia feito junto ao leito de seu esposo; votos de vencer o inimigo e constantemente ajudar o movimento adventista – e era chegado o momento de cumprir aqueles votos.15 Sendo assim, em 2 de outubro de 1888, na companhia de sua secretária Sara MacEnterfer e de seu filho William, Ellen G. White embarcou em um trem para viajar rumo a Minneapolis.

A viagem durou cerca de 8 dias, mas o grupo finalmente chegou a tempo para o instituto ministerial, que começaria em 10 de outubro de 1888.

       Logo no início da reunião, Ellen G. White se deparou com um comportamento um tanto estranho entre os participantes, “uma atitude que nunca dantes vira entre seus colegas de liderança e ministério”, sentimento descrito por ela como o “espírito de Minneapolis”.

Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), v. 1, p. 361; idem, Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), v. 3, p. 160.

       Esse espírito surgiu devido a uma carta enviada a Butler por William H. Healey, pastor na Califórnia, no fim de setembro de 1888. 

O conteúdo da carta “sugeria que os líderes da igreja do Oeste estavam ‘armando um complô’ para modificar a teologia da denominação”.

       Essa informação soou como uma afronta a Butler, então presidente da Associação Geral, levando-o a tomar algumas providências de emergência:
(a)
reimprimiu seu livro The Law in the Book of Galatians (A lei no livro de Gálatas) a fim de distribuir uma cópia para cada delegado da conferência, e
(b)
enviou uma grande quantidade de cartas e telegramas alertando aos delegados quanto à possível conspiração e instando-os a permanecerem firmes pelos antigos ideais da denominação. 

George Ide Butler

Em pouco tempo, a notícia havia se espalhado entre aqueles que tinham convicções arraigadas no tradicionalismo e estavam dispostos a defender a causa de Smith e Butler.

Dentre as cartas escritas por Butler, destaca-se uma, enviada a Ellen G. White dois meses antes da conferência. Em seu conteúdo de 39 páginas,

“Butler acusava White de ser a causa de sua [dele] enfermidade, principalmente pela maneira como ela havia aconselhado a Igreja quanto à questão da Lei em Gálatas.

Ela não havia condenado a Waggoner por sua posição que estava em conflito direto com aquela defendida por Butler e Smith”.

A contribuição de Waggoner e Jones na compreensão da justificação pela fé

       Após uma vigorosa mensagem apresentada por Ellen G. White sobre a justificação pela fé, ela fez um apelo, e naquele instante, E. J. Waggoner “viu” – segundo o relato dele – uma representação vívida de Cristo pendurado na cruz. Aquela cena o tocou profundamente e o levou a pensar que esse ato de amor havia ocorrido por causa dos seus próprios pecados como indivíduo. Conforme Schwarz e Greenleaf, profundamente comovido, esse jovem médico resolveu que todo o seu estudo futuro das Escrituras seria dirigido para se obter um entendimento mais pleno dessa verdade, e como torná-la compreensível aos outros.

Schwarz e Greenleaf, Portadores de Luz, p. 176.

       Com o propósito de ensinar a todos o que ele havia compreendido, a partir de então Waggoner se tornou um exímio pesquisador das Escrituras, passando a estudar especialmente a epístola aos Gálatas e suas implicações para a salvação e a obediência à lei de Deus.

Em 1883, Waggoner foi convidado por seu pai para auxiliá-lo na editoração da revista Signs of the Times. 

Logo no início, Waggoner passou a escrever vários artigos sobre a justificação pela fé e a salvação.

Ellet Joseph Waggoner

Alonzo Trevier Jones

No ano seguinte, ele conheceu Alonzo Trevier Jones, e, a partir de então, se tornaram amigos íntimos, passando a partilhar da mesma paixão e defender os mesmos interesses quanto à pregação da mensagem da justificação pela fé.

Em junho de 1884, Waggoner publicou sua primeira obra, An Important Question (Uma Questão Importante), que apresentava as condições para a vida eterna. Em 1886, ele assumiu o lugar do pai como editor-chefe da Signs of the Times.

Partilhando do pensamento de Waggoner, Jones assumiu o posto de co-editor da mesma revista. É notável que, ao longo de 1886, Waggoner escreveu trinta e três artigos relacionando a lei com diversos outros temas das Escrituras. Parte do conteúdo desses artigos se tornaria objeto de discussão dois anos depois, em Minneapolis.

       Após um período de quase quatro décadas, as discussões iniciais sobre a justificação pela fé reacenderam os ânimos da liderança da IASD, na assembleia geral de 1886.

       Em novembro daquele ano, George Butler, presidente da Associação Geral, perturbado com os frequentes artigos de Waggoner, publicou um livreto com 85 páginas, The Law in the Book of Galatians (A Lei no Livro de Galátas), distribuído no primeiro dia da assembleia geral. Três meses depois, Waggoner respondeu a Butler com outra publicação, de 71 páginas, intitulada The Gospel in the Book of Galatians (O Evangelho no Livro de Galátas).

Mas a obra de Waagoner foi publicada apenas em dezembro de 1888, devido a uma carta escrita por Ellen G. White a Butler e Waggoner. 

Um trecho da carta antecipa a atitude que dominaria as discussões em Minneapolis:

18 de fevereiro de 1887

Se vocês, meus irmãos, tivessem a experiência que meu marido e eu tivemos, […] jamais teriam prosseguido nessa conduta. […] Vocês devem, quanto às diferenças, ser sábios como as serpentes e inofensivos como as pombas. […] Não tenho qualquer hesitação em dizer que vocês cometeram um erro. Vocês se afastaram da direção positiva de Deus sobre esse assunto, o que só irá prejudicar o resultado. Essa não é a ordem de Deus. Agora vocês estão dando a outros o mau exemplo dessa atitude. […] Precisamos agora de uma religião boa e humilde.”

Fonte: Tradição ou convicção? O papel de Ellen G. White na compreensão da justificação pela fé. centrowhite.org.br

Para saber mais sobre a história da Assembleia da Associação Geral de 1888,

ocorrida em Mineápolis, Minnesota - EUA, em 1888 leia:

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“O Retorno da Chuva Serôdia”

Ron Duffied

“Ferido na Casa de Seus Amigos”

Ron Duffied

“Forty Years in the Wilderness in Type and Anti Type”

Taylor G. Bunch

1888

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